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Ano Novo

por Anabela Andrade Santos, em 04.01.17
O início do ano é propício a resoluções e definição de vários objetivos para muitas pessoas.
No meu caso, isso nunca aconteceu; nunca defini nada para fazer no ano que se inicia, pois as várias opções vão sendo tomadas ao longo do ano, de acordo com a nossa disposição e forma de ver a vida que temos na altura.

Como já disse no post anterior, estou a tentar mudar a alimentação optando por produtos biológicos, a granel, viver de uma maneira mais minimalista, reduzir plásticos e embalagens.

Leio cada vez mais sobre minimalismo, desperdício zero, vegetarianismo e evito comprar produtos nas grandes cadeias de supermercados e grandes grupos internacionais. Também no vestuário, aos poucos vamos mudando de atitude. As meias já são quase todas feitas por mim e os casacos, as camisolas, xailes e golas também.

É engraçado vermos como a nossa atitude e gosto vão mudando, quer seja na alimentação ou no vestuário. Já me custa fazer uma refeição sem legumes, em que o prato não tem cor, assim como é cada vez mais difícil entrar numa loja de roupa e comprar uma peça sem interesse e de um material completamente sintético. Prefiro ter menos camisolas, meias, casacos, mas de boa qualidade do que imensas peças no roupeiro provenientes de grandes fábricas e que não duram uma época.

Para tudo isto é necessário uma grande organização e o empenho de toda a família o que neste campo estou apoiada a 200%. É engraçado ver como tanto o marido como a filha apoiam a minha correria de loja em loja, quer para comprar produtos alimentares, quer para comprar lãs para os meus trabalhos de tricot.

Assim, sem ser uma resolução de 2017 mas sim uma forma de estar na vida,
- vou continuar a mudar a minha atitude perante o mundo e aquilo que consumimos e a forma como o fazemos;
- vou continuar a fazer as minhas meias, os casacos, as camisolas e tudo aquilo que ainda quero aprender (o próximo passo serão os workshops de costura);
- vou continuar a ir à Rosa Pomar comprar a minhas lãs, assim como à ArtiModas, à Lopo Xavier, à Ovelha Negra e a muitas outras que quero descobrir;
- vou continuar a ir à Maria Granel, comprar os produtos biológicos a granel, nos taleigos que irei fazer e com os inúmeros frascos de vidro que tenho;
- vou continuar a receber o cabaz do Cabaz Natura, com produtos maravilhosos, apoiando assim os pequenos produtores e comendo produtos de qualidade.

Ou seja, vou continuar o percurso dos últimos anos, pois sei hoje, é aquele que me faz mais feliz.

São tão quentinhas e já foram tão usadas



publicado às 16:21

Workshop de cozinha vegetariana

por Anabela Andrade Santos, em 19.10.16
Cozinhar é uma das minhas paixões. Adoro fazer grandes almoços/jantares, com tudo aquilo a que temos direito: entradas (várias!!!!), prato(s) principal e sobremesas. A mesa posta com requinte e um ambiente agradável. Receber amigos e/ou familiares e estarmos na conversa à volta da mesa.

Mas, detesto a rotina de fazer o jantar todos os dias, pensar o que se come hoje e amanhã ao almoço (eu levo almoço para o trabalho e o marido e filha vêm almoçar a casa), ir ao talho e à peixaria e não ter ideias nenhumas para as refeições. Cair na rotina culinária é algo que me tira mesmo do sério.

Já experimentei de tudo: livros de culinária (tenho toneladas), receitas da internet, elaborar ementas semanais, organizar dossiers com receitas, etc. Conclusão: funciona tudo muito bem nos primeiros dias mas depois... volta tudo ao mesmo. Para agravar a situação, comecei a ganhar uma certa repulsa à carne e ao peixe.

Há cerca de 4 anos, comecei a comprar mais produtos biológicos e a ler e pesquisar mais sobre comida vegetariana e macrobiótica. Aderi ao cabaz natura, que nos entrega semanalmente um cabaz de hortícolas e de fruta biológica e comecei a frequentar mais o celeiro, o brio, amorbio, o mercado biológico do campo pequeno, a maria granel, entre outros. Aos poucos, a alimentação foi mudando. A carne e o peixe foram substituídos por leguminosas, cogumelos, seitan, tofu acompanhados por muitos verdes e cereais integrais e biológicos (sempre que possível).

Não gosto de radicalismos e continuo a comer carne e peixe, mas em menor quantidade, quer quando vou almoçar/jantar fora ou mesmo em casa. Tento que exista um equilíbrio e uma alimentação o mais saudável e variada possível. 

Isto tudo para dizer que este sábado fiz um wokshop de introdução à alimentação vegetariana no celeiro. Pensei que iria ser muito básico, mas revelou-se muito, muito bom. A formadora - Mafalda Rodrigues de Almeida - é excelente, tira todas as dúvidas, esclarece-nos sobre produtos, conjugação e substituição de alimentos. 
Esta temática tem sempre 2 módulos, mas que não têm um seguimento, podendo-se frequentar apenas um deles. Infelizmente, no próximo sábado não posso ir ao módulo 2, mas como vão repetindo ao longo do ano, espero ter disponibilidade da próxima vez que o realizarem.

Imagem retirada do blog Loveat

Imagem retirada do blog Loveat

publicado às 16:23


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