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Preparar a chegada de bebé

por Anabela Andrade Santos, em 03.10.19

Como vem sendo hábito, sempre que está um bebé para chegar faço uma mantinha.

Desta vez, resolvi fazer mais uns miminhos. Ao longo dos tempos, sempre que vou encontrando um modelo de bebé que gosto, costumo guardar. Não que seja para fazer de imediato mas para futuramente se necessário, já ter uma certa biblioteca.

Em Maio soube que a família ía aumentar e a Margarida vinha aí quando ninguém estava à espera. Perante esta surpresa, não podia ser só uma manta, tinha que fazer alguns modelos que queria testar.

Após a primeira manta, com fio Dralon 4 da Tricots Brancal, encontrei fio Nanny print da Rosários 4 em casa que não iria utilizar e resolvi fazer mais uma manta. 

O casaco da Malha a Malha, já é um clássico e também tinha que ser feito. Usei fio para bebé da Tricots Brancal. Continuo a adorar este modelo. Também da Malha a Malha, tinha um modelo de botinhas. Como brincadeira, usei fio Tea Cup da Rosários 4 que tinha sobrado de um casaco que fiz para mim.

Passei depois às costuras. Fiz 3 sacos de maternidades, 3 babetes e 3 porta chuchas com tecido 100% algodão do Planeta dos Tecidos que tinha comprado na FIA. Nos babetes usei um tecido de algodão com uma parte impermeável igual ao dos reguardos de colchão, que comprei na Loja do Sr. Jacinto, nas Caldas da Rainha.

Os miminhos estão entregues. A Margarida ainda não nasceu (será hoje?), mas eu estou muito satisfeita com este pequeno enxoval.

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Desperdício zero

por Anabela Andrade Santos, em 17.05.19

Cada vez mais se ouve falar de plástico, lixo, desperdício, sustentabilidade.....

As imagens entram-nos diretamente pela casa dentro e chocam cada vez mais. Reutilizar, reduzir e reciclar é algo que tem que estar nas nossas rotinas. É difícil, pois foi uma vida inteira a proceder de determinada forma e nós somos animais de hábitos, mas todos temos que contribuir e fazer um esforço para salvar esta nossa "casa".

 

Já há uns anos que a mudança começou para nós, mas ultimamente tem sido mais a sério. Assim, as compras começaram a ser feitas nos mercados e comércio local, além do cabaz que me chega todas as semanas do cabaz natura. A enorme quantidade de sacos que era utilizada em cada ida ao mercado era assustadora. Solução: fazer sacos de pano, vulgo Taleigos ou Talegos, como no tempo das nossas avós. Só precisei de uma tarde livre, umas camisas do marido que já não eram usadas devido ao uso e máquina de costura. O sucesso foi imediato e no mercado já somos conhecidos pelos sacos. De seguida, foi feita mais uma remessa para a filha utilizar, desta vez com restos de cortinados. Neste momento, o hábito de andar com os sacos já está tão enraizado que não conseguimos ir às compras sem eles.

 

Em relação às mercearias, já é muito fácil encontrar lojas com produtos a granel. Aqui a solução é levarmos os nossos frasquinhos, caixas, sacos e encher. A Maria Granel é realmente um mundo, mas também já encontramos em muitos super e hiper mercados. Para nós a solução encontrada foi fazer uma "Nave", com todos os frascos e expor. Quando ficam vazios, levamos, pesamos, enchemos, voltamos a pesar e quando chegamos a casa é só arrumar. As vantagens são muitas, principalmente a redução de embalagens, o comprarmos só o que necessitamos e também por estar exposto evitamos a acumulação do mesmo produto no fundo do armário/despensa. A desvantagem ainda é a deslocação com todos os frascos às lojas específicas, mas com um pouco de gestão é possível.

 

Temos consciência que é só um passo muito pequenino e que ainda temos muita coisa a melhorar/adaptar, mas se todos fizermos um bocadinho já é tão bom.

 

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Mudança....

por Anabela Andrade Santos, em 13.05.19

O blog está a mudar para O Sapo.

Vai demorar até ter a casa arrumada, mas vamos conseguir.

 

Até já

20 é um número redondo

por Anabela Andrade Santos, em 29.01.19
20 anos.
Podia dizer tanta coisa....
Foram 20 anos intensos, mas também muito calmos.
O balanço é tão positivo.

Enquanto pudermos e tu quiseres vamos continuar a passear, a visitar, a conhecer tudo, sempre contigo a tiracolo como fazemos desde o primeiro dia.

Vamos continuar a ter grandes conversas e a mostrar diferentes pontos de vista, ensinando e aprendendo tanto.

Vamos dar-te asas para voar, e incentivar-te a ires e arriscar, mas tendo sempre o ninho pronto caso seja necessário voltar. Sabes que tens deste lado um porto de abrigo sempre disponível.

Ensinaste-nos a ser pais. 

Aprendemos que durante os primeiros anos a vida está muito focada nas tuas necessidades.

Com o tempo, devagarinho, foste fazendo a tua vida. Saíste de casa para estudar fora e nós nunca sentimos a ansiedade de ninho vazio. Isto foi mérito teu.

Soubeste gerir tão bem o tempo e as necessidades que tudo se tornou natural.

Sabes quando basta uma mensagem, mas também percebes se é melhor uma video chamada.

Já tens alguma independência mas consegues ser um "bebé" quando achas que precisamos de dar mimo e colo.

Por tudo isto e muito muito mais....
Já te dissemos que és a melhor filha do mundo?


Parabéns piolha mais linda




Xaile Alfama

por Anabela Andrade Santos, em 22.08.18

Adoro xailes, mas sou tão esquisita nos modelos.

Este já foi feito no ano passado e tem sido usado regularmente. É um modelo da Filipa Carneiro e tal como todos os modelos dela está extremamente bem explicado sendo muito fácil de seguir o esquema.

O fio é o Alfama da Rosários4, 100% linho. Trabalha-se muito bem e o trabalho vai ficando melhor após a lavagem. Tem sido usado todo o ano, pois apesar de ser um fio de verão, no inverno bem enrolado dá um aconchego muito bom.

Recomendo o fio, o modelo (bem como todos os modelos da Filipa) e é sucesso garantido cada vez que o usamos. Não é o típico xaile, muitas vezes "fora de moda"; é uma peça diferente e que se adequa a qualquer ocasião.







publicado às 11:47

Madrid

por Anabela Andrade Santos, em 13.03.18
Tentamos sempre que possível dar uma escapadinha no último fim de semana de Janeiro. Por um lado precisamos de descomprimir das festas do mês anterior, por outro, as férias já foram há muito tempo e mais importante ainda, temos o aniversário da filhota.

Nos últimos 2 anos e a pedido da aniversariante fomos ao Porto. Este ano, resolvemos sair do nosso cantinho e a escolha recaiu no país vizinho, sendo que a dúvida era entre Sevilha, Barcelona e Madrid. Depois de muito ponderar, a capital foi a mais votada, principalmente pela vontade de dar um saltinho a Toledo.

Cidade escolhida, vamos escolher o fim de semana. Fomos no dia 2 no avião das 7h05m e viemos no dia 5 no das 18h35m. O hotel escolhido foi o Sercotel Gran Hotel Conde Duque, junto ao metro de San Bernardo. A viagem foi muito boa, rápida e tranquila e o hotel era maravilhoso.

Apesar de termos feito um programa de viagem, não o cumprimos de maneira nenhuma, pois há tanto para ver que é impossível irmos a todo o lado.

Do aeroporto para o hotel fomos de metro (45 minutos aproximadamente), tivemos que mudar 2 vezes de linha, mas é muito fácil e intuitivo. Deixamos as malas no hotel, seguimos a pé para a Gran Via e passamos pela Plaza Cibelles em direção ao Museu do Prado. O objectivo era visitar o Prado, o Museu Thyssen-Bornemisza e o Museu Rainha Sofia, aproveitando para comprar os bilhetes  para Toledo para o dia seguinte, na estação de Atocha. Primeiro problema: estivemos mais de 5 horas no Museu do Prado, sendo que a exposição temporária já foi vista "a correr". Era impossível não vermos tudo, principalmente quando levamos uma estudante de artes, que em cada quadro nos explicava o seu significado.  O dia estava praticamente acabado, restando uma volta pelas ruas e uma visita à Puerta del Sol. 

Prado

Plaza Cibelles
Puerta del Sol
No dia seguinte, saímos bem cedo para Atocha, mas só havia bilhetes para o comboio das 11h20m. Compramos para o comboio das 9h20m de domingo e aproveitamos o sábado para visitar o Museu Rainha Sofia, a Plaza Mayor, o Mecado de San Anton, A Catedral de Almudena, o Palácio Real (não entramos, pois estava fila e deixamos para segunda feira), a Plaza de Espanha, o Templo de Debod e muitas deambulações pelas ruas da cidade.

Catedral de Almudena

Catedral de Almudena

Palácio Real

Plaza Mayor

Templo de Debod
Domingo fomos para Toledo de comboio, numa viagem super rápida (33 minutos), mas debaixo de chuva. Compramos o bilhete dos autocarros que dão a volta à cidade e permitem irmos ao miradouro para as tradicionais fotos e que nos deixam no fim das escadas rolantes que dão acesso à cidade. À tarde, apanham-nos no mesmo sítio para nos levarem à estação dos comboios. Dá para irmos a pé (cerca de 10/15 minutos), mas com a chuva que estava era impossível. Tínhamos também uma visita à Porta de Bisagra, mas não subimos, pois estava muita chuva. A parte da manhã foi passada no Alcazar, a visitar o Museu Militar de Toledo. São 4 pisos, que mais uma vez nos ocupou até à hora de almoço. De seguida fomos para a Catedral de Toledo e aqui fomos completamente arrebatados pela beleza, grandiosidade e riqueza. Mais uma vez, foi uma tarde inteira para visitar a Catedral. Regressamos a Madrid com muita coisa ainda para ver, mas com uma felicidade infinita de tudo aquilo que vimos.

Alcazar de Toledo

Catedral de Toledo

Toledo

Toledo
Segunda feira (e último dia), acordamos com chuva a ameaçar neve. Fomos diretos ao Palácio Real e tivemos a cereja no topo do bolo. A neve caía cada vez com mais intensidade, cobrindo tudo de branco. O Palácio é lindíssimo e está extremamente bem preservado.

Palácio Real

Palácio Real

Palácio Real
Restava almoçar, ir ao hotel buscar as malas e seguir para o aeroporto de metro. No centro de Madrid deixou de nevar por volta das 14h30m, pelo que não nos apercebemos que o aeroporto tinha duas pistas fechadas e que por pouco não ficamos retidos em Espanha.

O balanço destas mini mini férias foi excelente, mas ficou tanta coisa por ver. Toledo é uma cidade a voltar mas é necessário 2 ou 3 dias, para se poder ver tudo com calma. Madrid também merece uma nova visita de pelo menos 3 dias para ser explorada como deve ser. Ou seja, a voltar um dia destes.



publicado às 14:42

Camisola em Beiroa

por Anabela Andrade Santos, em 27.01.18

A Retrosaria da Rosa Pomar faz-me perder a cabeça. É daquelas lojas que dá vontade de pedir para embrulhar "1 de cada" e voltar mais tarde para levantar tudo.

Neste caminho pela substituição das malhas lá de casa, não podia faltar a camisola em Beiroa. Aqui, o difícil foi mesmo escolher a cor, mas este rosa é realmente lindo combinando muito bem com o tom mais forte das riscas.

É linda, muito quente, macia, 100% lã portuguesa e fiada e tingida em Portugal. Não se pode mesmo pedir mais nada. É perfeito.







publicado às 11:56

Casaco em tricot

por Anabela Andrade Santos, em 05.01.18
Adoro o Porto. É mesmo a minha segunda cidade. Aquela pela qual deixava Lisboa se fosse necessário, sem problemas de saudades e de "não adaptação".

Por isso, vamos várias vezes passear até ao norte, sempre de comboio e sempre a descobrir coisas novas. 

Mas, tal como em Lisboa, existem sítios que temos que ir sempre. Um deles é a Lopo Xavier. Da minha primeira visita trouxe esta lã. É a Elis, em castanho escuro, que penso já estar indisponível.

Aconselham trabalhar com agulhas 4-4.5, mas eu queria um casaco bem quente e robusto e fiz com linha dobrada e agulas 6-6.5.

Como era de esperar, ficou lindo, muito quente mas sem ser pesadão e com o toque final maravilhoso dos botões em madeira da retrosaria.








publicado às 11:36

Gorros e botinhas xxs

por Anabela Andrade Santos, em 20.11.17
O meu contributo para esta causa tão importante.
Fiz 10 gorros e botas, nos vários tamanhos que a Filipa mencionou.
Cada novelo de fio deu para 3 gorros e 3 pares de botinhas.
Os outros foram feitos com fio que tinha em casa.

Adorei.

Venham mais projetos destes.





Camisola Top Down #2#

por Anabela Andrade Santos, em 16.11.17

Mais uma camisola Top Down.

Desta vez com fio Phoebus, nº 445 da Lopo Xavier. Foi trabalhado com agulhas 3,5 e feito muito rapidamente. É um fio 100% lã e muito, muito quentinho.

Como todos os fios da marca Lopo Xavier, é realmente maravilhoso.
É quente, macio, trabalha bem e 100% lã portuguesa. Melhor é impossível.
Já fiz trabalhos com os 3 fios - Elis, Trianon e com este Phoebus - e posso dizer que este último é o meu preferido.

Agora é só ir ao Porto (mais uma vez) e comprar outras cores.






publicado às 12:48


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